Cantigas preservam lembranças da roça
- Isabela Dos Santos
- 3 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Maria Madalena conta que canções eram passadas de geração em geração.
Por Isabela dos Santos

Maria Madalena solta a voz lembrando de cantigas antigas. (Foto: Arquivo Pessoal).
Maria Madalena Moraes dos Santos, 66 anos, nascida no município de Santa Terezinha, na região da Lagoa do Alto, Bahia, aprendeu cedo a tradição das cantigas na roça. “Criança não ouve as coisas e aprende, minha filha?”, pergunta. Foi assim mesmo! Ela aprendeu as letras, pois ouvia os adultos cantando nas rezas realizadas na casa de vizinhos e parentes. Nas ocasiões, o povo sambava muito também.
Madalena lembra de alguns locais que frequentava a reza: Casa de Esmeraldo e do Manuel Justina, a casa da madrinha de Maria José, Olímpia, e Casa de seu João.
Daquele tempo longínquo e de dura realidade, ela ainda nutre grandes lembranças. Recorda-se de algumas cantigas e solta a voz.
CONFIRA:
Cantiga que Maria Madalena ouvia muito na reza:
Ela explica que eram músicas antigas, passadas de geração em geração. Em alguns momentos, a música era tocada pela radiola- um som de disco. “Botava o disco e começava a rodar e cantar com as músicas.”
CANTIGAS POR TODO LUGAR
Dona Madalena lembra que cantava em várias ocasiões de sua vida na roça. No trabalho principalmente. Cantava enquanto estava cavando cova para plantar fumo, enquanto raspava palha ou pisava no café.
“O povo cantava porque alegrava o trabalho. Era pra fazer mais rápido. Com certeza, anima o trabalho e a gente. Tinha um bocado de música.”
CANTIGAS DE NINAR
Ela também cantava para colocar seus filhos para dormir, principalmente quando ia buscar água da fonte.
Havia outas letras que ela cantava para os filhos.
Dorme, dorme, meu filho, que a noite já é vem. Dorme, dorme, meu anjinho que a mãe te quer bem.
LEMBRANÇA DA TIA
Maria Madalena também se recorda da música que sua tia Maria Gonçalves cantava:
CANTIGAS PARA A NETA
Dona Madalena também lembra das músicas que cantava para sua neta (no caso eu) Isabela dos Santos. "Por vezes eu cantava e ela dormia rapidinho."
São muitas cantigas, acompanhadas de muitas histórias. Como diz Maria Madalena: tem um "bocado". E é com esses "bocados" que finalizo essa matéria, para que a tradição de ser passada de geração em geração não se perca com o tempo.
Mantemos vivas nossas memórias!



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